Julho de 2018
Uma tarde no campo
G
Ela não fica parada. Nunca ficou. Tem uma energia que a gente admira de longe e só entende de perto.
Nessa viagem, ela chegou num lugar lindo — árvores peladas de inverno, ar fresco, céu carregado — e foi logo tirando um selfie com aquela cara de quem chegou pra conquistar. O batom combinando com o brinco, o lenço no pescoço, o couro preto. Elegante até quando está sendo espontânea.
A minha mãe tem esse talento raro de transformar qualquer lugar em cenário e qualquer momento em memória. Ela não espera tudo ficar perfeito pra aproveitar — ela aproveita e aí fica perfeito.
Essa foto é a cara dela. Livre, bonita, e completamente ela mesma.
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